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Hino da Proclamação da República

  • Foto do escritor: Estação da Criança
    Estação da Criança
  • 3 de jul.
  • 1 min de leitura

Letra: Medeiros e Albuquerque | Música: Leopoldo Miguez


Seja um pálio de luz desdobrado

Sob a larga amplidão destes céus

Este canto rebel, que o passado

Vem remir dos mais torpes labéus

Seja um hino de glória que fale

De esperança de um novo porvir

Com visões de triunfos embale

Quem por ele lutando surgir

Liberdade, liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas na tempestade

Dá que ouçamos tua voz

Nós nem cremos que escravos outrora

Tenha havido em tão nobre país

Hoje o rubro lampejo da aurora

Acha irmãos, não tiranos hostis

Somos todos iguais, ao futuro

Saberemos, unidos, levar

Nosso augusto estandarte que, puro

Brilha, ovante, da Pátria no altar

Liberdade, liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas na tempestade

Dá que ouçamos tua voz

Se é mister que de peitos valentes

Haja sangue em nosso pendão

Sangue vivo do herói Tiradentes

Batizou este audaz pavilhão

Mensageiro de paz, paz queremos

É de amor nossa força e poder

Mas da guerra, nos transes supremos

Heis de ver-nos lutar e vencer

Liberdade, liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas na tempestade

Dá que ouçamos tua voz

Do Ipiranga é preciso que o brado

Seja um grito soberbo de fé

O Brasil já surgiu libertado

Sobre as púrpuras régias de pé

Eia, pois, brasileiros, avante

Verdes louros colhamos louçãos

Seja o nosso país triunfante

Livre terra de livres irmãos

Liberdade, liberdade!

Abre as asas sobre nós

Das lutas na tempestade

Dá que ouçamos tua voz

 
 
 

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